Em 2011, o Santos resolveu investir pesado no futsal montando um elenco recheado de craques. No início daquele ano, chegaram à Vila Belmiro jogadores renomados como Djony, Neto, Bruno Souza, Índio, Ricardinho, Valdin, Jackson Samurai, Jé, Pixote, Deives, além, é claro, do craque Falcão. Atuando pelo clube do coração, o camisa 12 conduziu o Peixe ao inédito título da Liga Nacional de Futsal (LNF). Na final, triunfo nos pênaltis sobre o Carlos Barbosa após uma vitória para cada lado (4 a 3 para os gaúchos no primeiro jogo e 3 a 2 para os santistas na volta).

Neste sábado, às 11h, o SporTV transmite uma reprise do decisivo Santos x Carlos Barbosa, disputado na noite do dia 22 de novembro na Arena Santos. A partida será o 13° episódio da série Especial SporTV Futsal.

– Foram dois jogos muito difíceis contra Carlos Barbosa. No primeiro jogo, lá no Sul, o Jackson chutou uma bola no segundo pau e eu acabei errando o gol debaixo das traves. Eles ganharam o jogo de virada com o gol da vitória saindo num lance polêmico. Acabou que o Falcão foi expulso e não pudemos contar com ele. Mesmo assim, o nosso torcedor apoiou, incentivou e nós buscamos o título. Não tinha como. Aquela taça era nossa – afirmou Valdin.

Os dois melhores times

A final da LNF 2011 fez jus às campanhas dos dois finalistas. Na primeira fase, Santos e Carlos Barbosa terminaram, respectivamente, na primeira e segunda colocações. Na segunda fase, o Peixe avançou em segundo no grupo A – com os mesmos 13 pontos do Marechal Rondon -, enquanto a ACBF passou como líder do grupo B.

Nas quartas de final, Falcão e companhia despacharam o Cascavel (6 a 1 no primeiro jogo e 2 a 2 no segundo), enquanto o Carlos Barbosa eliminou o Orlândia (6 a 6 na partida de ida e 3 a 2 na volta). Na semi, o Santos passou pelo Florianópolis com uma vitória por 6 a 0 e um empate em 1 a 1. Já o Carlos Barbosa venceu o Corinthians por 6 a 1 fora de casa e segurou um dramático 4 a 4 no Sul.

Ivan Storti

Falcão atuou pelo clube do coração em 2011

 

Falcão é expulso após o 1° jogo

Restava a final reunindo os dois melhores times da temporada. Na partida de ida em Carlos Barbosa (RS), o Santos chegou a abrir dois gols duas vezes (2 a 0 e 3 a 1), mas levou a virada graças a um gol de Rodrigo a menos de três minutos para o fim.

Após o apito final, Falcão travou uma áspera discussão com o árbitro Gean Coelho Telles, que o expulsou. O camisa 12, então, teria tentado agredir o juiz com um chute, além de desferi-lo uma cusparada, o que causou-lhe uma longa suspensão, deixando-o fora do jogo de volta.

Vitória santista e herói improvável

Mesmo sem o seu craque, o Santos partiu com tudo para buscar o título em casa. Neto abriu o placar aos quatro minutos. Sinoê empatou no fim do primeiro tempo, mas Pixote recolocou os paulistas em vantagem aos seis minutos da segunda etapa. Aos 13, Rodrigo marcou o que poderia ter sido o gol do título do Carlos Barbosa. Poderia, pois Deives anotou o terceiro gol santista aos 16, forçando a prorrogação.

Luciano Bergamaschi

Neto abre o placar na final

 

No tempo extra, com os dois times fisicamente e emocionalmente esgotados, Santos e Carlos Barbosa não saíram do zero. Com isso, a LNF iria ser decidida nos pênaltis pela primeira vez na história.

Para as penalidades, o técnico Fernando Ferretti lançou o goleiro reserva Paulo Vitor no lugar de Djony. Após empate em 4 a 4 nas cinco cobranças previstas – Índio desperdiçou para o Santos e Leandrinho para o Carlos Barbosa -, os times foram para a série alternada.

Ivan Storti

Paulo Vitor, do banco de reservas, a salvador da pátria

 

Na sétima cobrança do Carlos Barbosa, Paulo Vitor pegou o chute de Tostão: 7 a 6 para o Peixe. Festa em preto e branco para um elenco estrelado que seria desmontado a partir do mês seguinte por opção da diretoria.