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PR: Osmar Alves: mordomo recorda carreira como jogador e declara amor pelo Marreco

09 de setembro de 2021 às 16:53:19


Aos 41 anos, o catarinense de Videira fez parte do épico time da Perdigão. Aposentado aos 24 anos, optou por uma função incomum entre os ex-atletas

Há quatro temporadas no Marreco, Osmar Alves é um dos símbolos do clube. O mordomo, natural de Videira (SC), coleciona uma trajetória repleta de reviravoltas e que contraria a lógica do esporte: de jogador de time consagrado foi para uma função pouco procurada pelos ex-atletas. Em entrevista ao Jornal de Beltrão, ele falou do passado, da relação com Francisco Beltrão e dos planos para o futuro.

Pivô “cravado”
Nascido em 14 de agosto de 1970, Osmar despontou como jogador no time da Perdigão (SC). Hoje extinto, o clube marcou época. “Tinha a base da Seleção Brasileira. Arrisco dizer que era o melhor time do mundo, com Jackson, Reinaldo e Júlio César. Tanto que a própria Seleção vinha a Videira se preparar para os jogos”, lembra.
A fase como jogador profissional terminou cedo: com 20 anos, por conta de contusão. O então pivô à moda antiga, “cravado”, ainda atuou por mais quatro anos em competições amadoras e depois pendurou de vez as chuteiras.

A mordomia
Ao decretar o adeus às quadras, seguiu na modalidade, mas não como treinador, auxiliar, preparador-físico ou dirigente - caminho escolhido por boa parte dos ex-jogadores. Osmar tornou-se mordomo: uma arte que, nas palavras dele, “exige muito amor e só deve ser exercida por quem de fato ama a função.”

Foi com Anderson Donizete, o Cocada, uma das vítimas do acidente da Chapecoense, em 2016, que Osmar aprendeu a cuidar da rouparia dos times. “Depois que parei de jogar, trabalhei por oito anos na Secretaria de Esportes de Videira. Então perdemos a eleição e comecei a acompanhar o Cocada no VEC. Um dia o substitui e logo depois ele aceitou uma proposta. Fiquei no lugar dele. Desde então, fui fazendo a carreira.”

Desde então, contam-se passagens por Caxias, Joinville, Metropolitano de Maringá, Iraty, Santa Cruz (RS) e pelo próprio União de Francisco Beltrão. Entre os feitos, ele se orgulha de ter sido o primeiro mordomo do lateral Rodinei, hoje do Flamengo.

Dia de artilheiro e um trauma
Entre as lembranças dos mais de 30 anos de envolvimento com o esporte, ele elenca um final feliz e um trauma. Em 2014, quando trabalhava no Santa Cruz (RS), clube de futebol de campo, presenciou um drama: a morte de um colega de trabalho à beira do gramado. “O mordomo do Inter de Santa Maria sofreu um infarto fulminante. Minha família acompanhava o jogo pela internet e a imprensa citava que um mordomo havia passado mal, mas não informava o clube. Imagine o desespero”, conta.


Na recordação feliz, um dia épico como artilheiro.
“Fui campeão regional do Sesi, em Videira, em 1993, num jogo em que fiz quatro gols. Eu estava machucado, mas o treinador ficava me colocando e tirando do jogo e o jogou terminou 4x3.”

“O Marreco é minha família”
No Marreco desde 2018, ganhou identificação com o clube e com a cidade. A ponto de recusar propostas e de desejar permanecer no Sudoeste. “O Marreco é a minha família e os jogadores os meus filhos. Respiro o clube dia e noite. Já é a equipe pela qual mais tempo trabalhei. E não pretendo sair. Gosto de viver em Beltrão e quero conquistar os títulos da Liga Nacional e da Série Ouro. Acredito que 2022 será um ano melhor para nós”, diz.

Fonte: Juliam Nazaré – Jornal de Beltrão

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