Futsal de Primeira

RS: Categoria de Base da ACBF dá suporte ao profissional

07 de abril de 2021 às 17:18:11


Jogo-treino entre a equipe profissional, do pivô Dener (esq) e o Sub-20, do ala Léo Borges (dir)
Foto:   Ulisses Castro / ACBF

Sete atletas da equipe principal são formados na base laranja

Não é de hoje que a Associação Carlos Barbosa de Futsal (ACBF) revela craques da modalidade. O trabalho nos últimos anos nas categorias de base do Clube comprova que a fórmula para criar novos jogadores vem dando certo. A equipe Sub-20 tem servido como uma espécie de time B e ainda tem atletas promovidos ao time principal.

Hoje, a equipe profissional da ACBF conta com 17 atletas, sendo que sete foram formados nas categorias de base: Dener, Fernando e Pedro Carioca se destacaram na base antes de estourar a idade e serem promovidos; Ryan, Léo Borges, Guilherme e Vini Andrades ainda fazem parte do Sub-20, mas já compõem o grupo principal do Carlos Barbosa.

O trabalho com os jovens vem se solidificando nos últimos anos, revelando jogadores, como Júlio Zanotto, Kevin, João Salla, Venâncio, entre outros que representaram a ACBF e hoje vestem a camisa de outras equipes espalhadas pelo Brasil e pelo mundo.

“O trabalho da categoria de base da ACBF vem evoluindo a cada ano. Tem quatro meninos do Sub-20 compondo a equipe adulta. Isso é uma grande vitória da base e de todos os profissionais que trabalham. É uma experiência nova para os atletas, pois estão num nível de exigência bem maior. É outro nível de competitividade. A dificuldade também é maior, mas faz com que eles adquiram experiência e consigam vivenciar e tirar informações dos atletas mais experientes. A tendência é de evolução. A gente espera que eles consigam uma resposta positiva e quem sabe consigamos integrar mais atletas à equipe adulta”, avaliou Henrique Pianta, técnico do Sub-20 e Coordenador das Categorias de Base da ACBF.

Tamanha representatividade na equipe adulta também pode servir de inspiração para outros jovens atletas que estão na briga por um lugar no profissional. Pianta acrescenta que a participação dos colegas na equipe profissional serve de exemplo para quem quer ser promovido.

“Eles acabam sendo um espelho para os outros meninos do Sub-20. Os meninos conseguem ver uma perspectiva de integrar o grupo principal no futuro. Os jogadores estando na equipe adulta lideram os meninos do grupo do Sub-20 e é preciso que sejam exemplos positivos dentro e fora de quadra. Eles podem mostrar para os outros meninos que trabalhando e evoluindo eles também podem chegar em equipes de ponta”. 

Porém, o papel da Categoria de Base vai além de formar novos craques. Em muitos momentos, o Sub-20 da ACBF tem sido uma equipe alternativa em alguns compromissos como no Estadual. Devido ao calendário apertado, em diversas oportunidades, foi o Sub-20 que representou a camisa laranja nos campeonatos. 

Em tempos de pandemia, a garotada tem sido fundamental na preparação da equipe profissional. Já que não está sendo possível realizar amistosos contra outras equipes, a comissão técnica aproveitou o bom nível dos meninos para realizarem jogos-treinos entre adulto e Sub-20.

“Para os guris do Sub-20 é fantástico competir com atletas de alto nível. Começamos a treinar semanas depois do que o adulto, então o primeiro jogo teve mais dificuldade. Nos jogos seguintes conseguimos impor mais dificuldades para o adulto. Estamos contentes, pois há uma evolução em cada jogo. O Sub-20 fica feliz em ajudar a equipe adulta, está sempre à disposição do Clube e da comissão técnica quando falta um ou dois atletas. Para os guris é um cartão de visitas também. Ações como essas são importantes enquanto não temos jogos”, disse Henrique Pianta.

 

CONFIRA O QUE PENSA A GAROTADA SOBRE REPRESENTAR A ACBF NO PROFISSIONAL:

 

Minha transição pro adulto foi bem tranquila. Eu já trabalhava com o professor Edgar Baldasso no Sub-20 e jogava alguns jogos do adulto quando era o técnico era o Marquinhos Xavier. Então, no ano que fui promovido definitivamente já tinha uma noção de como eram as coisas na equipe adulta e com a ajuda dos meus companheiros foi um pouco mais fácil. 

Valorizo muito a oportunidade que me deram, pois sei que tem muitos outros jogadores querendo estar onde estou. Por isso, sempre procuro doar a minha vida em cada minuto que entro em quadra.

FERNANDO, fixo da ACBF

 

O grupo sempre me acolheu muito bem, sou muito grato aos companheiros que tive no ano passado e pelos ensinamentos que eles me passaram e passam até hoje.

Estar na equipe principal é um sonho, cheguei aqui com 16 anos e sempre tive isso em mente. É o sonho de todo menino estar em um gigante do futsal. Sou muito grato pela oportunidade de vestir essa camisa durante esses 6 anos.

PEDRO CARIOCA, pivô da ACBF

 

Fui contratado em 2014 pelo então supervisor Rudy Vieira para fazer parte do Sub-20. Foi tudo muito rápido, pois logo quando cheguei, teve a chegada do Marquinhos Xavier. No primeiro dia de treino dele, eu estava completando o grupo principal por conta de algumas lesões no adulto. O Marquinhos pediu que eu continuasse treinando com o adulto. A partir daí aconteceu tudo muito rápido. Ganhei oportunidades e passei a jogar. Em 2015 joguei bastante, foi um ano muito bom pra mim. Às vezes, eu parava para pensar e não acreditava em tudo o que estava acontecendo. 

É motivo de orgulho para mim que Saí da base, fiz parte do Clube por quatro anos e pude vivenciar muitos momentos bons. Depois que a gente sai daqui é que a gente vê o tamanho da ACBF. Então, a gente tem que valorizar muito quem está aqui, porque aqui sempre estarão os melhores. É um momento importante da minha carreira, pois estou mais maduro. Espero poder ajudar a ACBF muito mais do que na minha primeira passagem. Sei das minhas responsabilidades e espero que seja um ano vitorioso para nós.

DENER, pivô da ACBF

 

Está sendo tudo muito intenso, mas o grupo está me ajudando bastante e estou conseguindo me sair bem. Sempre que treino com qualquer das duas equipes dou meu máximo, independentemente do nível de cansaço.

Estar hoje na ACBF, na equipe profissional, é a realização de um sonho. Desde moleque sonhava em jogar em times como a ACBF. Mas não paro por aqui, não. Quero conquistar muitas coisas por aqui e deixar meu nome gravado na história da ACBF.

LÉO BORGES, ala da ACBF - Sub-20 e Profissional

 

No começo é sempre difícil essa transição do sub-20 para o adulto, mas com a ajuda dos jogadores mais experientes estou me esforçando bastante e espero fazer um excelente ano. Estou aprendendo muita coisa com a equipe adulta.

Todos que começam no futsal tem o sonho de estar aqui, pela grandeza do Clube e pela história. Então, eu sei que a responsabilidade é muito maior agora na equipe principal e espero ajudar a ACBF a ganhar títulos.

VINI ANDRADES, fixo da ACBF - Sub-20 e Profissional

 

Tem sido uma transição boa com treinos intensos no Sub-20 e no adulto. A gente tem a Libertadores do adulto e o Mundial Sub-20. Espero contribuir da melhor maneira possível. Isso significa muito para mim. Um sonho de criança poder atuar no lado de jogadores multicampeões. 

GUILHERME, ala da ACBF - Sub-20 e Profissional

 

Quando iniciei os treinamentos com a equipe principal, estava ciente que no início seria um pouco complicado para me adaptar com os treinamentos, mas sabia que durante os treinos iria conseguir evoluir.

Fazer parte do Sub-20 e da Equipe principal é uma experiência incrível e tudo que já aprendi e continuo aprendendo na equipe principal, tento ao máximo repassar aos meus companheiros do Sub-20, pois de alguma forma estarei  ajudando quem estiver ali.

Estar na ACBF é um sonho de criança, Eu que em 2015, com 14 anos, vi o time da minha cidade jogar contra a ACBF, não imaginaria que 5 anos depois estaria fazendo parte da equipe principal, ao lado de jogadores que em 2015 lá estiveram. Assim como vários goleiros que passaram pela ACBF, e fizeram história, irei me dedicar ao máximo pra ajudar ainda mais a aumentar a história que a ACBF tem no cenário mundial.

RYAN, goleiro da ACBF - Sub-20 e Profissional

 

Fonte/Foto: Ulisses Castro – Assessoria CBFS

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