Futsal de Primeira

RS: Quem é Vandré da Costa, o novo treinador da Assoeva

03 de junho de 2024 às 16:36:26


Chegou ao Rio Grande do Sul em meio ao turbilhão da tragédia climática de maio o novo treinador da Assoeva. O carioca Vandré da Costa tem, aos 53 anos, a missão de reerguer a equipe na Liga Nacional de Futsal (LNF) e conduzir ao menos uma boa campanha na Série Ouro de 2024.
O começo de seus trabalhos também não foram auspiciosos dentro das quadras. Depois de assumir o posto deixado por Fernando Malafaia — atualmente no Corinthians —, Vandré já comandou a equipe de Venâncio Aires em duas partidas pela LNF e as duas terminaram em derrotas, para Blumenau e ACBF.
A equipe ocupa a 22ª colocação do campeonato nacional, com apenas três pontos conquistados em sete jogos, e a principal tarefa do recém-chegado técnico é reviver o time na competição. O próximo compromisso no torneio é diante do Tubarão, neste domingo (2), às 14h, em casa.

Em breve, o time também terá que encarar novamente a Série Ouro, suspensa oficialmente até 11 de junho, em função da enchente. No torneio estadual, a equipe tem tido um desempenho melhor, com seis pontos em dois jogos.

Trajetória campeã
Como jogador, Vandré da Costa construiu uma carreira recheada de títulos. Alguns deles conquistados com camisas gaúchas, como a Liga Nacional pelo Inter/Ulbra, em 1996, e pela Ulbra, em 1998 e 2003. Também foi campeão mundial de clubes pelo Inter/Ulbra em 1997, entre outras taças.

Antes de assumir a Assoeva, seu último time foi o Joaçaba, de Santa Catarina, do qual pediu desligamento em abril. A trajetória dele como técnico também teve momentos marcantes pelo Rio Grande do Sul, onde foi campeão da Copa dos Pampas pelo Guarany de Espumoso e vice-campeão da Liga Gaúcha, em 2019, além de conquistar a Série Prata, pelo mesmo time, em 2016. Leia, abaixo, a conversa de GZH com Vandré Costa e conheça mais sobre o treinador.

De que forma começou a sua relação com o futsal?
Vivencio o futsal desde pequeno. Comecei a jogar com sete anos.

Como foi a sua trajetória como atleta até decidir se tornar treinador?
Até os 21 anos, joguei em equipes do Rio de Janeiro. Logo, fui convocado pela seleção brasileira. A partir daí, tive minha primeira experiência fora. Fui jogar na Espanha. Tive uma carreira de grandes conquistas, principalmente do Rio Grande do Sul, onde venci três ligas nacionais, um campeonato mundial e estaduais, entre outras conquistas. Segui até chegar em Santa Catarina, em Capivari de Baixo, onde terminei minha carreira como atleta e ingressei na carreira de treinador na equipe da cidade.


Dos trabalhos que você tem como técnico, qual o senhor mais destacaria?
Destacaria o Guarany de Espumoso, onde fiquei seis temporadas. Fomos campeões da Série Prata, da Copa dos Pampas — quando também fui escolhido como o melhor treinador —, vice-campeão da Liga Gaúcha, entre outros. Tive a honra também de ser treinador da Seleção Gaúcha de Ligas. E outro grande destaque foi na equipe do Joinville, onde fomos campeões da Taça Brasil, campeões nacionais na Copa do Mundo de Futsal Sub-21 (eu fui escolhido como melhor treinador) e vice-campeões da Copa do Mundo de Futsal.

Quais são os teus principais desafios à frente da Assoeva?
Os desafios são grandes. Em um primeiro momento, precisamos de resiliência pelos problemas que o Rio Grande do Sul está passando, sem treinamentos e jogos, pelos transtornos emocionais que tudo isso causou. Precisamos superar tudo isso, sem que seja uma desculpa pronta. Temos que fazer com que todos entendam o tamanho da Assoeva e colocar o clube de novo entre as principais equipes do país, brigando por títulos.

Fonte: Rafael Favero - LNF / Foto: Leandro Osorio

 

Compartilhar notícia
Futsal de Primeira informa: .